A vilã, depressão...

A vilã, depressão...

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe." (Oscar Wilde)

 

Oi oi, como vai? A pauta de hoje é sobre conscientização: Setembro Amarelo.

Bom, como vocês já devem saber, trata-se de uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio.

No Brasil, foi criada em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro).

Nos últimos anos, escolas e universidades, entidades do setor público e privado e a população de forma geral se envolveram neste movimento. Monumentos como o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty (DF), o Estádio Beira Rio (RS) e o Elevador Lacerda (BA) e vários outros participam da campanha. 

Por isso, acho válido fazer uso desse canal de comunicação para falar um pouco sobre uma grande vilã dos dias atuais, a depressão.

Fiz algumas pesquisas e quero compartilhar informações relevantes com você.

Para começar, um esclarecimento sobre o que é depressão: é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

Ou seja, depressão é uma doença e deve ser tratada como tal!

A doença, segundo a OMS, afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade de o paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia.

“No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio, segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Ainda assim, a depressão pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão sobre o que é a doença e como ela deve ser prevenida e tratada pode ajudar a reduzir o estigma associado à condição, além de levar mais pessoas a procurar ajuda”.

Você conhece alguém que sofre esses sintomas? Recomende ajuda especializada. O diagnóstico precoce é o melhor caminho para colocar a vida nos eixos outra vez.

Sim, depressão tem tratamento, sabia? E não, não é sinal de loucura, nem de preguiça e nem de irresponsabilidade...

Depressão é uma doença que exige acompanhamento médico sistemático. Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos outros mais graves e com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional e em sociedade, a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise.

E não tem idade também não, viu? Depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: na infância, adolescência, fase adulta e velhice.

Pessoas com depressão muitas vezes não acreditam que sua situação tem tratamento, por isso não pedem ajuda explicitamente. Por isso é tão importante conversar sobre isso, ter acesso a informações corretas e exterminar qualquer julgamento.

Alguns dos momentos mais difíceis na vida de quem sofre de depressão são os de crise. Choro incessante, tristeza profunda, isolamento e, em casos extremos, tentativas de suicídio são alguns dos sintomas desse período. Nessas situações, quem está por perto tem um papel crucial: mostrar-se disponível para escutar e acolher a pessoa, compreendendo que ela precisa de atenção e cuidado.

Abaixo, como oferecer suporte e ajudar alguém com depressão.  

O CVV atende por telefone, e-mail e chat pessoas que cogitam tirar a própria vida ou simplesmente precisam de apoio emocional. Elas são atendidas por voluntários que se revezam, estão disponíveis durante todo dia e mantêm total sigilo acerca das conversas e informações pessoais dos usuários do serviço.

O número do CVV é o 188, disponível em todo o território nacional.

Você pode encontrar todas as informações no site do CVV, que também possui uma ferramenta de comunicação por chat: https://www.cvv.org.br

Se cuide e cuide de quem você ama!


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